Pesquisa científica no Brasil
- Jéssica Vitória
- 9 de mai. de 2023
- 2 min de leitura
Por: Jéssica Vitória Gaspar Freitas

Mesmo após a pandemia, a ciência carece de atenção e, principalmente, de
INVESTIMENTOS. E a gente ressalta a pandemia com destaque porque foi justamente o
momento onde as pessoas se deram conta da importância dos cientistas para a sociedade.
Esses cientistas estavam desde fornecendo informações básicas para se prevenir contra o
coronavírus como também decodificando o genoma do COVID-19 e produzindo vacinas.
Acredito que, por abordar esse âmbito da saúde, não podemos esquecer da eficácia do sistema
público ao promover uma campanha de prevenção.
O descaso com a produção científica no Brasil é palpável a partir de uma análise do
orçamento destinado à CNPq nos últimos anos (que é a principal agência de fomento à
pesquisa do governo federal). Ainda assim, o Brasil se mantém como o 13º maior produtor de
conhecimento no mundo, segundo o CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos). As
temáticas mais produzidas investigam a educação, biodiversidade, nanopartículas, pecuária e
agricultura. Os dados apontam que, quanto maior a intensidade de investimentos, mais
pesquisas são produzidas. É por isso que a China e os Estados Unidos são os países que mais
investem e produzem ciência. O Brasil tem potencial para se destacar progressivamente diante
das outras nações.
Entretanto, nem tudo está perdido! O recente aumento de 30% nas bolsas oferecidas
pela CAPES representa uma esperança para um futuro brasileiro que tende a respeitar e
confiar na ciência. O aumento é uma ação do governo Lula, no início de seu mandato, diante
de anos de descaso e cortes sofridos nos governos anteriores. Esses estudantes que recebem a
bolsa por produzir iniciações científicas e participarem da formação de professores merecem
devidamente os reajustes necessários, isso porque não podem ter vínculo empregatício para
receber a bolsa e completar a renda. Logo, dependem integralmente do pequeno valor para
continuar pesquisando.

Por fim, é preciso ressaltar a desigualdade de gênero presente no âmbito científico,
uma vez que mais de 70% da produção científica nacional é feminina, porém, as mulheres não
são levadas como referências tanto quanto os homens. As chances de conseguir um emprego
e, similarmente, receber menos (pela mesma função) que os homens, desmotivam essas
cientistas. Como amostra do protagonismo das mulheres na ciência, lembremos do papel
essencial que a doutora Jaqueline Goes de Jesus e seu grupo realizaram durante a pandemia,
mediante a decodificação do genoma do COVID-19.
"Por um Brasil que valorize a ciência." - Jéssica Vitória
Referências:
ESCOBAR, Herton. Dados mostram que ciência brasileira é resiliente, mas está no limite.
Jornal da USP, 2021. Disponível em: <https://jornal.usp.br/universidade/politicas-
cientificas/dados-mostram-que-ciencia-brasileira-e-resiliente-mas-esta-no-limite/>. Acesso
em: 25/04/2023.
sem autor: Aumento no valor das bolsas marca ações da CAPES. Portal Gov.br
Ministério da Educação, 2023. Disponível em: <https://www.gov.br/capes/pt-
br/assuntos/noticias/aumento-no-valor-das-bolsas-marca-acoes-da-capes>. Acesso em:
25/04/2023.
Comentários