Literatura como discurso social
- Vozes Cidadãs
- 4 de set. de 2023
- 2 min de leitura

Podemos começar dizendo que a literatura, ao longo da história, tem desempenhado um papel fundamental como um poderoso discurso social. Ela é muito mais do que uma simples forma de entretenimento ou escapismo; a literatura é um espelho da sociedade, refletindo e comentando sobre os valores, as crenças e as questões que permeiam a vida das pessoas em determinada época e lugar. Nesse sentido, a literatura se torna um meio pelo qual os escritores exploram e expressam as complexidades da experiência humana, dando voz às preocupações individuais e coletivas.
Desde os clássicos da literatura mundial até obras contemporâneas, os escritores têm abordado uma ampla gama de questões sociais. Eles podem criticar a desigualdade econômica, explorar as tensões raciais, discutir questões de gênero, analisar o impacto da tecnologia na sociedade ou questionar a moralidade de determinadas ações. Essas narrativas literárias muitas vezes desafiam as normas estabelecidas e provocam a reflexão crítica sobre o mundo ao nosso redor.
Um exemplo notável desse poder da literatura como discurso social é a obra "1984", de George Orwell. Este romance distópico não apenas antecipou muitos dos dilemas éticos e políticos da sociedade moderna, mas também ofereceu uma crítica contundente ao totalitarismo e à manipulação da verdade. Através de sua história, Orwell alertou sobre os perigos da vigilância em massa, da supressão da liberdade de expressão e da distorção da realidade - questões que continuam a ser relevantes em nosso mundo atual.
Além disso, a literatura frequentemente dá voz a grupos marginalizados e sub-representações, permitindo que suas experiências sejam compartilhadas e compreendidas por um público mais amplo. Isso pode promover a empatia e a compreensão entre diferentes partes da sociedade, contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva e justa.
Outro autor que também discute a literatura como ferramenta social é Antonio Candido defende que a literatura é, ou ao menos deveria ser, um direito básico do ser humano, pois a ficção/fabulação atua no caráter e na formação dos sujeitos. Mas esse ponto desse assunto importante fica para a próxima postagem 😊.
Produção: Idayane Jacques
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