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LECIONAR É UM ATO DE CORAGEM

  • Foto do escritor: Vozes Cidadãs
    Vozes Cidadãs
  • 16 de out. de 2023
  • 2 min de leitura

Você sabia que dia 15 de outubro é comemorado o dia dos professores? A data tem o objetivo de reconhecer homenagear os profissionais que nos educaram por toda a vida. Bora refletir mais sobre essa data?

Durante essa comemoração, é muito comum que os profissionais sejam elogiados e ganhem presentes. No entanto, é crucial que não deixemos esse debate em um nível raso. Ou seja, o profissional da educação não merece ser lembrado somente no dia 15.


Além disso, a comemoração deve ser somada com a valorização das condições de trabalho do professor. A luta pela conquista de remuneração digna também precisa ser enfatizada nessa data, porque o professor possui um dos salários mais baixos para profissionais com ensino superior.


Também é importante lembrar que a docência e o gênero possuem relações íntimas. Segundo o Censo Escolar 2021, dos 2.190.943 docentes, as mulheres representam 96% na Educação Infantil, 88% nos anos iniciais do ensino fundamental. Já no médio, as mulheres são 57% do efetivo docente. Isto mostra que o magistério é exercido majoritariamente por mão-de-obra feminina.


As mulheres estão presentes muito mais em ocupações que são extensões do cuidado, como a área da educação ou saúde. A desvalorização desse trabalho se insere dentro da lógica da divisão sexual do trabalho. Assim, o trabalho feminino é menos valorizado por ser executado por uma mulher.

Se você gostou do conteúdo, lute e apoie os docentes não só com palavras ou presentes, mas com ações concretas como a luta por um trabalho mais.


Minha esperança é necessária mas não é suficiente. Ela, só, não ganha a luta, mas sem ela a luta fraqueja e titubeia. Paulo Freire. Pedagogia da esperança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

Referências:

MYRRHA, L. Divisão sexual do trabalho. Centro de Ciências sociais aplicadas, 2021. Disponível em: <https://ccsa.ufrn.br/portal/?p=13161>. Acesso em: 16 nov. 2023.

HIRATA, Helena; KERGOAT, Danièle. Novas configurações da divisão sexual do trabalho. Cad. Pesqui., São Paulo, v. 37, n. 132, p. 595-609, dez. 2007. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742007000300005&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 18 mar. 2021.

BIROLI, Flávia. Divisão Sexual do Trabalho e Democracia. Dados, Rio de Janeiro, v. 59, n. 3, p. 719-754, set.2016. Disponível em < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S001152582016000300719&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 18 mar. 2021.

SOUSA, LUANA PASSOS DE; GUEDES, DYEGGO ROCHA. A desigual divisão sexual do trabalho: um olhar sobre a última década. Estud. av., São Paulo, v. 30, n. 87, p. 123-139, ago. 2016. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142016000200123&lng=pt&nrm=iso >. Acesso em 18 mar. 2021.

Desigualdade de gênero no trabalho doméstico não remunerado. Apresentação: Jordana Cristina de Jesus. Rasgaí, 4 mar. 2021. Podcast. Disponível em < https://open.spotify.com/episode/5b5yqjjdfHT0xnYz5xY4OT?si=czeQkdUpQJ2Joi2F4NmTow&utm_source=whatsapp> Acesso em 18 mar. 2021.







 
 
 

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